Foi um ano atípico, porém bastante proveitoso. Começamos vivendo o espírito de comemoração cinquentenário da ABA e todas as atividades que culminaram na realização do encontro mundial da WFA aqui no Brasil, com sucesso de público local e de convidados do exterior, que fizeram do acontecimento um evento sem paralelo.
Os reflexos disso foram sentidos no ENA, cuja realização mais uma vez demonstrou a força da ABA. Nesse evento, os temas que mais afligem a área de comunicação de marketing no Brasil foram debatidos, inclusive em paralelo imediato com aqueles já amplamente discutidos sob a perspectiva da escala mundial no meeting da WFA.
Os temas em discussão mais polêmicos também foram escrutinados no Festival de Cannes, onde pude testemunhar que o modelo brasileiro de propaganda necessita de rápida revisão e atualização, sob pena de se tornar ultrapassado face às novas tecnologias.
A esse respeito, sobre novas maneiras de fazer negócios, a ABA realizou um ótimo evento com a Fenapro, no qual os diversos aspectos do marketing regional e das agências locais foram celebrados e discutidos.
Caminhando sob a batuta do tempo, do dia a dia dos projetos da ABA, ainda tivemos tempo para coordenar, em conjunto com a Abia, o que se chamou de ?Brazilian Pledge?, que foi um documento assinado no Brasil por 24 grupos e empresas líderes das áreas de alimentos e bebidas não alcoólicas, multinacionais e nacionais, obrigando-se a seguir regras estritas de autorregulamentação na publicidade dirigida às crianças. A aceitação desse documento por tantas empresas foi um fato único, uma vez que nos EUA e na Europa o número de signatárias foi bem menor.
Finalmente, fechando o ano com chave de ouro e louros olímpicos, ABA e Abap, em conjunto, tomaram a decisão de criar, produzir e aprovar o maior esforço já realizado no Brasil para demonstrar os benefícios da propaganda.
Como vocês verão durante 2010, a campanha ?Propaganda. Faz diferença? levará aos consumidores, autoridades, formadores de opinião e ao público em geral uma perspectiva do que a propaganda faz pela economia, pela cultura e pela sociedade ? de maneira engraçada, construtiva, informativa e carinhosa.
Para realizar essa campanha, as entidades abdicaram de realizar a comemoração publicitária dos sessenta anos da Abap e dos cinquenta da ABA, de forma a canalizar esforços em prol de uma causa comum mais ampla e profunda.
Como é de conhecimento de todos, a ABA lutou, luta e lutará pela liberdade de expressão comercial. Muitos projetos de políticos ou até mesmo do governo são em direção contrária, visando restringir direitos há muito constituídos. Esta campanha vai nos ajudar, mostrando que a boa propaganda sempre será necessária, e, sendo correta e ética, não há por que restringi-la ou proibi-la.
By Ricardo A. Bastos
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