terça, 14 de agosto de 2018

Dia do Profissional de Marketing: a real transformação

Os profissionais de marketing possuem uma data para chamar de sua. Em 8 de maio é comemorado o Dia do Profissional de Marketing, momento de celebrar a evolução constante da atividade dentro do mundo corporativo. Contudo, os profissionais da área querem mais e estão indo além. O marketing caminha a passos firmes na direção de um protagonismo na construção de uma sociedade mais consciente e responsável no consumo, que transcende o progresso e evolução dos negócios.

A busca desse objetivo depende de pessoas e a ABA reúne os líderes do marketing no Brasil. Por conta desta data especial, ouvimos algumas dessas lideranças para saber o que é mais importante para que os profissionais de marketing possam ser agentes efetivos de transformação dos negócios e da sociedade.

Para Eduardo Fernandes de Castro, gerente sênior de Marketing, Trade Marketing e Serviços ao Mercado da Suvinil e presidente do Comitê de Trade & Retail da ABA, o entendimento sobre o comportamento das pessoas é cada vez mais importante na transformação rápida dos negócios e influencia definições sobre o propósito das marcas, bem como decisões para produtos e serviços.

“Ter o propósito claro ganha cada vez mais relevância a partir do empoderamento do consumidor, que precisa entender o motivo para escolher uma marca entre tantas opções. Neste contexto, o profissional de marketing pode contribuir para a transformação da sociedade, com produtos cada vez mais sustentáveis e pensando também no desenvolvimento sócio econômico da região onde atua. Nesse sentido, as empresas precisam estar focadas ‘de fora para dentro’, diminuindo as análises do passado e se concentrando nas oportunidades atuais e de futuro”, enfatiza.

Adriana Bahia, gerente de Qualidade e Relacionamento com os Clientes da Bradesco Seguros e coordenadora do Grupo de Trabalho de Insights do Capítulo Rio da ABA, também destaca a força do propósito e das pessoas na promoção de uma verdadeira transformação. “É preciso trabalhar com propósito autêntico, colocar a alma nos projetos, sair do nosso abrigo e mergulhar no universo do consumidor, com transparência, respeito e disposição para vivenciar novas experiências”.

O caminho de observar constantemente o comportamento das pessoas é apontado ainda por Mariana Bieler, gerente setorial de Mídia da Petrobras e coordenadora do Grupo de Trabalho de Mídia do Capítulo Rio da ABA. “A partir disso, as marcas podem atender melhor aos anseios dos seus públicos e dar amplitude às questões contemporâneas latentes na sociedade”, explica.

O papel do consumidor no centro de tudo é igualmente enfatizado por Marisa Mafissioni Scheffer, coordenadora de Serviços de Marketing e Atendimento ao Consumidor da Arcor e vice-presidente do Comitê de Consumer Experience da ABA. Ela acredita que esse aspecto é determinante para buscar alternativas de relacionar marcas e target, estabelecendo uma sintonia. “Se o consumidor não quiser e não se adaptar à ideia, nunca vai acontecer. Lidar bem no modelo consumer centric é o grande desafio do profissional de marketing para tornar a relação exitosa, assegurando não só os objetivos do negócio o qual representa, mas os genuínos interesses do consumidor.

A mesma crença é compartilhada por Vanessa Vilar, Legal Director LATAM – Cluster Category Counsel da Unilever e presidente do Comitê Jurídico da ABA. A executiva acredita que ética, transparência e a manutenção do consumidor no centro da tomada de decisões é o caminho mais efetivo para que os profissionais de marketing possam ser agentes de transformação dos negócios e da sociedade, de maneira positiva e sustentável.

Já Sheila Paes Vieira, gerente de Compras Indiretas do McDonald’s e presidente do Comitê de Sourcing da ABA, entende que os profissionais da área devem enxergar além dos conceitos e visões tradicionais, ficando atentos aos movimentos sociais e conceitos digitais. “É preciso estar apto a realizar análises profundas e entender como conceitos de ética e sustentabilidade estão inseridos nas novas gerações, bem como conhecer as percepções dos consumidores sobre as marcas. Sensibilidade, leitura e entendimento do contexto são essenciais antes de aplicar qualquer ferramenta de marketing. Outro ponto importante é considerar instrumentos que tragam produtividade aos investimentos e destinar recursos a ações que realmente tragam retorno aos negócios e à sociedade”. Porém, o recado mais forte de Sheila é a necessidade de atenção com o que ainda não está no radar. “O consumidor se movimenta rapidamente e o processo de aprendizagem é contínuo”, conclui.

Na visão de Marco Frade, head de Digital, Media e PR da LG Electronics e presidente do Comitê de Mídia da ABA, as novas exigências do bom profissional de marketing incluem a capacidade de assimilar e reproduzir a cultura do compartilhamento. “Para construir negócios que transformam a vida das pessoas positivamente, os marqueteiros precisam sair de sua redoma de conhecimento e trabalhar mais efetivamente com suas equipes internas, colaboradores externos e fornecedores, atuando como radar de novas ideias que podem ser compartilhadas por todos os stakeholders”, ressalta.

Ainda segundo Frade, a geração de profissionais de marketing imigrantes digitais precisa assimilar o pensamento dos nativos digitais para gerirem ações que façam sentido na sociedade de consumo baseada em informação.

A coordenadora de Relacionamento com o Consumidor do Grupo Boticário e vice-presidente do Comitê de Consumer Experience da ABA, Simone Fett Vidal, aprofundou a questão de entender o comportamento das pessoas, sublinhando a necessidade de olhar os clientes de forma holística e personificada. “Muitas campanhas de marketing fracassam por problemas na comunicação e generalização. O sucesso das marcas depende de permanecer na cabeça dos novos clientes e, quando digo novo, me refiro à forma de pensar e agir deles. Precisamos rever conceitos e nos certificarmos de que as campanhas estão conseguindo transmitir as mensagens e sensibilizar o público-alvo. As pessoas têm sede de empresas que as enxerguem como indivíduos de forma transparente, respeitando suas singularidades”, defende. Para Simone, o papel do marketing nesse cenário é a construção de uma sociedade mais igualitária, plena de direitos e deveres e, especialmente, consciente dos hábitos de consumo. Porém, para chegar a esse patamar as empresas devem, primeiramente, adotar esta postura. “Os profissionais de marketing precisam ter mente e coração voltados às pessoas e relações, sem perder o olhar na transformação digital. Nesse sentido, também vale uma pitada de humildade para reconhecer que o aprendizado nunca foi o suficiente, bem como de obstinação e resiliência para driblar a tecnologia que chegou pela robotização e fatores como concorrência, ominicanalidade e as outras mudanças em curso”, finaliza.

A largada para que os profissionais de marketing sejam protagonistas na transformação dos negócios e da sociedade já foi dada. A convicção de que o caminho passa por colocar as pessoas no centro é, praticamente, unanimidade. Eles conhecem os caminhos e estão engajados no cumprimento do seu papel. A Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) é expoente e maior incentivadora deste movimento, desde que assumiu publicamente o propósito de mobilizar o marketing para transformar os negócios e a sociedade, em setembro de 2017. Além de disseminar as melhores práticas, a entidade está aberta para o diálogo com todos os elos da cadeia que forma o mercado da comunicação e marketing, se colocando à disposição para liderar uma agenda positiva na busca por um ambiente de negócios cada vez mais livre e responsável. No Dia do Profissional de Marketing, a ABA parabeniza a todos que fazem parte desta jornada.

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