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ABA Insights - Painel 1

Diante de plateia lotada, o primeiro painel do ABA Insights deu sinais claros da dificuldade das marcas em atingir o público nos dias atuais. Com o título Segmentação e Padrões de Comportamento: Revendo Conceitos, o debate contou com participação de Isabelle Rio-Lopes, head de Client Management da TNS, e  Sebastian Codeseira, regional director Trends & Futures LatAm da Kantar Futures. A moderação ficou por conta de Suzana Pamplona, diretora de Insights da J&J e vice-presidente do Comitê de Insights da ABA.

Uma das conclusões foi a necessidade de as empresas cuidarem com muita atenção do relacionamento com o consumidor em seus diferentes pontos de contato, uma vez que a tecnologia permite esse acesso e as pessoas não se encaixam mais dentro de um padrão geral. “Cada consumidor é único, tem necessidades múltiplas em seus diferentes momentos. Entender o mindset dele é importante”, afirma Isabelle Rio-Lopes.

De acordo com o estudo Connected Life, realizado em 57 países pela Kantar Futures, o consumidor brasileiro tem média de 3,3 dispositivos digitais, realizando 12 atividades online por dia,  com forte consumo de vídeo digital. Em relação ao ano passado, a pesquisa detectou aumento do uso de internet banking, demonstrando maior confiança no sistema. Das seis redes sociais utilizadas em média, por dia, pelos brasileiros, destaque para o crescimento do Instagram e Snapchat. “Embora passem mais tempo online, os jovens veem marcas pouco consistentes no digital”, continua.

O estudo aponta também que 85% dos consumidores acessam conteúdo da marca no momento da pré-compra. E os brasileiros admitem gostar de interagir, fazendo perguntas e expressando opiniões. Aliás, saber a opinião do outro é bastante importante para muitos deles: 49% dizem que confiam mais quando as pessoas falam do que quando as marcas se expressam. Esse tópico deixa claro a relevância dos influenciadores nesse processo.

Sebastian Codeseira ressalta que o foco das pessoas não é mais apenas em poupar tempo ou energia. A demanda agora é por gerenciar a complexidade e tantos fluxos de informações. “É repensar a vida, buscando a chamada hiper conveniência”, frisa. Ele destaca que nos próximos três anos a quantidade de aparelhos móveis será três vezes maior que atualmente, provocando mudanças contínuas na relação entre marcas e consumidores. Basta perceber que aplicativos de mensagem crescem mais do que redes sociais e isso cria novas formas de comunicação. Com esse cenário é possível prever o crescimento do c-commerce (comércio colaborativo) e chatbots. “Vida mais complexas e conectadas criam novas formas diferentes de olhar o mundo”, diz.

Para resumir o painel, Isabelle deixa quatro grandes insights resultantes do estudo. O primeiro é a multiplicação de canais. “Às vezes menos é mais, focar em alguns deles com mais impactos pode ser mais indicado às marcas”, comenta. Depois vem a sofisticação da jornada social e interação, diversidade das pessoas como uma nova realidade e simplificação da vida do consumidor como ponto chave.